Com a aproximação das eleições começa a se desenhar um quadro altamente favorável à candidata petista Dilma Roussef. A diferença de 20 pontos percentuais para o segundo colocado, o tucano José Serra, dá mostras de que a corrida presidencial pode ser decidida ainda no primeiro turno. O bom retrospecto deve-se ao pleno e total apoio de um dos cabos eleitorais mais significativos da história: Luis Inácio Lula da Silva.
A campanha de Dilma vem à reboque da gestão capitaneada pelo presidente mais popular da recente democracia brasileira. Como já era de se esperar, o marketing da campanha petista vem explorando inteligentemente o potencial para a captação de votos que a imagem de Lula tem gerado. No mais, os marketeiros procuram desnudar a trajetória política da candidata, conferindo o lado “forte” de uma autêntica mulher brasileira que lutou contra a ditadura militar e que tem competência de sobra para tornar-se a futura presidenta do Brasil. A fórmula, até então, tem dado certo.
Do outro lado é só desespero. Nem mesmo as boas gestões de José Serra enquanto governador de São Paulo e Ministro da Saúde do governo FHC tem sido capaz de alavancar a campanha dos direitistas. O PSDB se viu em meio a um grande dilema: atacar as deficiências poderia provocar uma espécie de tiro nos pés. Já ficou provado que nadar de encontro a atual maré (do presidente Lula) além de não render votos, traz à tona o fantasma da rejeição. Tudo o que o tucano menos precisa a essa altura do campeonato. Digo, da eleição.
De resto, penso que a campanha de Marina Silva navega de bom grado nas águas de quem realmente entrou na disputa para ser coadjuvante. Ao menos que uma grande virada mude essa perspectiva. Digo isso porque acho que dificilmente ela chegaria sequer no segundo turno. Vencer então...
A expectativa (pelo menos a minha) é de que a população se conscientize de uma vez por todas da importância do seu voto. Muitos irão dizer que a corrupção emana em todas as esferas partidárias e que de pouco importa optar por esse ou aquele candidato. Faz sentido, mas não encerra aí. Muitos dos políticos que hoje pleiteiam uma vaga já tiveram sua trajetória política manchada por falcatruas e os eleitores precisam estar atentos a isso. É meio caminho andado. Vamos direcionar nossos votos então para candidatos “ficha limpa” e torcer para que eles não cedam aos desejos ilícitos que a obtenção do poder propicia.

Eu concordo que Marina Silva não chega ao segundo turno, mas, torço pela reviravolta mesmo sendo pouco provável de acontecer.
ResponderExcluirMas como sou brasileira acredito em " milagres'.