
O acesso de deficientes físicos nas universidades públicas e particulares do país vem crescendo a cada ano, segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP). A partir dos estudos realizados, foi possível observar que o maior crescimento ocorreu nas instituições de ensino superior privadas, contemplando os alunos com deficiência física, auditiva, visual e dislexia.
Com a expansão do número de faculdades particulares em Salvador, surge também a necessidade de observar, em âmbito regional, as condições ofertadas pelas instituições para garantir que os direitos dos portadores de necessidades especiais sejam cumpridos. Instalação de rampas, adaptação dos sanitários e telefones públicos, assim como a implantação de elevadores nas dependências, são um deles.
Estima-se que 90% das universidades e faculdades da capital não dispõe de rampas para o acesso dos deficientes, assim como de sanitários adaptados às suas necessidades, e de cadeiras de roda reservadas para situações de urgência.
Um intenso trabalho de fiscalização precisa ser implementado pelos órgãos competentes. Nos países mais civilizados, chamados de primeiro mundo, as adaptações são realizadas de forma espontânea pelos próprios empresários, e quando isso não ocorre, a máquina pública entra como agente fiscalizador.
O deficiente têm inúmeras potencialidades e precisamos ofertar as condições mínimas para que elas sejam devidamente exploradas e ajudem a alavancar mais essa força de trabalho em nosso país.
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