* O valor intrínseco do indivíduo, composto pelo seu caráter e personalidade é facilmente substituído pela beleza perecível, passageira, aquela que inevitavelmente se desgasta com a ação do tempo.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Acabou a “farra” dos veículos importados


Quem desejar adquirir um veículo importado vai pagar mais caro. O governo federal decidiu aumentar em 30 pontos percentuais o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) gerando críticas de consumidores e das empresas que passaram a investir alto no Brasil (especialmente chinesas e coreanas). A medida, segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega (foto), tem por objetivo proteger o mercado nacional da invasão dos importados e aumentar a competitividade dos veículos nacionais. Ainda segundo o ministro apenas as empresas que provarem que etapas importantes do processo produtivo são realizadas aqui no Brasil estarão isentas do reajuste.

Difícil avaliar a medida tomada pelo governo. Do ponto de vista dos consumidores, que assim como as montadoras serão afetados (no que tange ao preço final do produto), a iniciativa é desastrosa. Grande parte dos veículos importados comercializados no país oferece vantagens em relação aos nacionais. O tempo de garantia e os itens de série já embutidos no valor final do produto são um grande atrativo. Por outro lado, a “invasão” dos importados tem deixado os pátios das indústrias nacionais lotados, podendo ser o estopim de uma reação em cadeia que pode desempregar milhões de brasileiros. Mas será que as concessionárias estrangeiras trazem funcionários do seu país de origem para trabalhar aqui? Uma dicotomia, já que o governo brasileiro fala em demissões nas concessionárias de montadoras nacionais, mas a proliferação das concessionárias de montadoras estrangeiras, por sua vez, não pára de empregar.

O engraçado é que a histórica farra com dinheiro público gera uma desconfiança quase que automática na população. Acho válida a tentativa de proteger o mercado nacional, mas sou reticente sobre a real necessidade de reajustar os impostos, uma vez que o bolso do trabalhador será lesado mais uma vez. Por que não reduzir a carga tributária das montadoras nacionais para fazer frente às estrangeiras? O mercado interno ficaria ainda mais aquecido, as pessoas comprariam como nunca e o recolhimento de impostos seria da mesma forma, alçado a condições ainda melhores. Enfim, mais uma decisão tomada sem um aparente debate entre os setores interessados e o resultado é sempre o mesmo: vai doer no nosso bolso!

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