Os sucessivos escândalos e denúncias de corrupção fazem crescer o anseio de milhões de brasileiros por um projeto consistente de reforma política. Os fatos mais recentes remontam à queda de quatro ministros do governo da presidenta Dilma Roussef, iniciado há pouco mais de seis meses.
A discussão sobre a urgência de uma reforma do modo de fazer política no Brasil volta à tona, desta vez capitaneada por partidos que compõem o bloco de esquerda: PT, PDT, PC do B e PSB, valendo destacar também a “colaboração” do ex-presidente Lula. Uma das principais propostas é a substituição do financiamento privado das campanhas pela utilização exclusiva de recursos públicos como forma de aumentar a transparência no período que antecede às eleições e, especialmente, quando a “festa da democracia” termina. Isso porque as irregularidades do financiamento privado das campanhas são notórias. A começar pelo relacionamento suspeito das empresas e pessoas físicas financiadoras com os futuros governos. É óbvio que existe uma expectativa da parte de quem doa configurando uma espécie de mão dupla. Não acredito na mera identificação com a ideologia partidária e outras pérolas contadas por defensores do financiamento privado. Tanto é que as doações são feitas para candidatos diferentes, de partidos diferentes e é muito comum empresas que destinaram vultosos recursos vencerem de forma sombria licitações para tocar obras públicas.
Outro ponto importante do financiamento público das campanhas é reduzir a disparidade do poderio econômico dentro dos partidos. Se assim fosse, por exemplo, é certo que quem disputaria diretamente com a atual presidenta na última eleição seria Marina Silva que “correu por fora” justamente por não contar com donativos que fizessem páreo ao que foi empregado na campanha do tucano José Serra. Chega a ser uma covardia comparar os recursos arrecadados pelo PSDB e seus aliados com o que foi destinado para o PV.
A expectativa é de que a tão sonhada e distante reforma política torne-se uma realidade ou de que pelo menos parte das suas premissas seja validada antes das próximas eleições. Precisamos reunir esforços para aumentar a transparência da política brasileira, pois estamos aumentando a cada dia nossa representatividade e importância globais, ainda obscurecidas pelos constantes escândalos divulgados no noticiário internacional.

É por esse e outros motivos que eu odeio política!
ResponderExcluirO texto está muito bom...
Parabéns pelo novo blog, meu amor! Sou sua fã!!!