O programa Fantástico exibido no domingo (11.09.2011) reservou aos seus telespectadores uma cena no mínimo desconcertante. A jornalista Patrícia Poeta, apresentadora do referido programa, conduziu uma entrevista no Palácio do Planalto com a presidenta Dilma Roussef para tratar dos mais variados temas; do tipo de comida servido na residência oficial do Chefe de Estado, passando pelas expectativas em torno da Copa do Mundo até chegar às questões essencialmente políticas. Em determinado momento da entrevista Patrícia resolve questionar a presidenta sobre as alianças partidárias que são feitas (mesmo porque num país pluripartidarista como o nosso não se governa sem essas alianças) ilustrando com o termo “toma lá dá cá”. Dilma, visivelmente contrariada, mas bastante segura, pede que a jornalista lhe dê um exemplo do “dá cá” que, em contrapartida, ela daria um do “toma lá”. Surpresa e sem reação, Patrícia Poeta permanece atônita com as mãos no queixo e não consegue proferir sequer uma palavra. Percebendo isso, a presidenta quebra o silêncio e diz que tudo não passou de uma brincadeira.
Em primeiro lugar é preciso dizer que foi visível certo nervosismo de Patrícia Poeta na condução da entrevista, o que é indiscutivelmente natural. Mesmo com toda bagagem que possui ela não está isenta de sentir ansiedade ao entrevistar a maior autoridade política do país; só não acredito que a direção do Departamento de Jornalismo da Globo aceite isso com tanta naturalidade. No entanto, não consigo entender como uma jornalista experiente pôde formular equivocadamente uma pergunta tão simples. Ora, todos nós cidadãos brasileiros sabemos da existência e da necessidade dessas alianças para que decisões importantes (ou não) sejam tomadas e logicamente reconhecemos também um número incontável de maracutaias provenientes dessas “ligações”. Mais grave do que tudo isso foi perceber que a emissora “cortou” essa parte da entrevista ao exibi-la no matinal Bom dia Brasil da segunda-feira (12.09.2011). Além de uma gafe gritante uma enorme falta de comprometimento com a verdade e com os seus telespectadores; mais uma vez, a Rede Globo manipula a informação para defender os seus interesses. Onde está o jornalismo verdade tão propagado pela emissora?
Telespectador crítico: o brasileiro precisa aprender a ser. Pois é Globo, toma lá da cá...
ResponderExcluirParabéns pelo blog Eduardo. Grande Abraço.
Jadson
Ser "toma la da cá" mais do q a Globo é impossível... Foi uma gafe históricaaaaaaaaaa de Patricia Poeta!!! A Globo desde sua fundação vive na base do "toma la da cá"! Dizem q naquela época quem deu "mãozinha" foram os militares... E o "toma la da cá" global se perpetou na história e permanece até os dias atuais..... Olha o q achei na wikipédia: em 1984, Roberto Marinho, dono da Rede Globo, escreve em seu jornal: "Participamos da Revolução de 1964, identificados com os anseios nacionais de preservação das instituições democráticas, ameaçadas pela radicalização ideológica, greves, desordem social e corrupção generalizada. Quando a nossa redação foi invadida por tropas anti-revolucionárias, mantivemo-nos firmes em nossa posição. Prosseguimos apoiando o movimento vitorioso desde os primeiros momentos de correção de rumos até o atual processo de abertura, que se deverá consolidar com a posse do novo presidente."
ResponderExcluirDepois dessa não preciso dizer mais nada... Meu pai q tem razão de não querer assistir a Globo, ele sempre me disse q ele tem memória e q lembra bem de Roberto Marinho apoiando a ditadura, ele está certo e hoje achei a prova concreta...
Dani,
ResponderExcluirLembro de vc me dizer, nos tempos de colégio, que o seu pai sempre foi anti-global. Muito disso se explica facilmente... rs
Abraço!
"Mordeu a boca"...
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